domingo, 27 de março de 2011

Da Leitura à Escrita na sala de aula

Leonardo era um gato, preto como o carvão(...)
Vivia sozinho na rua(...)
Quando o frio apertava(...)refugiava-se na biblioteca.(...)
Certo dia(...) descobriu(...) A Enciclopédia das bruxas.
(...)
- Se eu encontrar uma bruxa para mim, talvez nunca mais sofra nem de frio, nem de solidão - pensou o Leonardo. E assim...

(excerto do livro apresentado aos alunos)

          A leitura parcial do texto permitiu a escrita de textos, motivados pelas respostas às questões de expetativas formuladas pela professora, sobre o resenrolar da ação da narrativa, estimulando a curiosidade e o interesse dos alunos:
          - O Leonardo irá encontrar uma bruxa?
          - Como será esse encontro, fácil ou não?
          - Onde será o encontro?
          - Como irá reagir a esse encontro?
          - Ficará feliz ou desiludido?
          - Como será essa bruxa? Má ou boa?
          - Ficarão juntos ou não?
(...)

Um texto escrito...

           «Um dia cheio de sol, andava o gato Leonardo a passear no parque à procura da gatinha Bolinha de Pêlo, por quem estava apaixonado. De repente, viu uma bruxa a voar na sua vassoura e ficou tão assustado que se escondeu atrás de um arbusto. Ao mesmo tempo queria aparecer porque ouvia dizer que as bruxas gostavam dos gatos pretos.
          Espreitou e fez barulho fazendo com que a bruxa o visse.
          Então ela disse-lhe:
          - Não tenhas medo. Como te chamas?
          O Leonardo respondeu:
          - Chamo-me Leonardo e tu?
         A bruxa respondeu:
          - O meu nome é Inês! O que procuras aqui no parque?
          Leonardo disse:
          - Queria ver a gatinha de quem gosto tanto mas não a encontro.
          A bruxa sorriu e disse:
          - Não te preocupes que eu vou voar sobre o parque e vou encontrá-la para ti.
          O gato Leonardo esperou muito nervoso até que viu a bruxa Inês regressar. Ela disse-lhe:
          - A tua bolinha de Pêlo está no outro lado do lago, vai ter com ela e leva-lhe uma rosa.
          Leonardo assim fez e daí a pouco voltava com a namorada. A bruxa Inês quando os viu ficou radiante e perguntou:
          - Querem vir viver para a minha casa?
          Eles olharam um para o outro e responderam:
          - Sim queremos. Tu dás-nos comida e uma cama fofinha e quentinha?
          Ela respondeu:
          - Sim, claro que sim!
          No castelo da bruxa Inês viveram felizes e tiveram cinco filhinhos, três gatos e duas gatas, todos pretinhos.»

Outro texto...
«         Então, Leonardo saiu da biblioteca e foi para um bosque.
          No bosque, o Leonardo encontrou um castelo e decidiu entrar. Estava muito escuro e perguntou:
          - Está aí alguém? - gritou Leonardo assustado.
          No meio da escuridão uma voz perguntou:
         - Quem vem lá? - era a bruxa.
         - É o Leonardo. Sou um gato preto e estou à procura de uma bruxa. - Respondeu o Leonardo.
          O gato aproximou-se e viu aquela cara feia da bruxa e assustou-se. Amedrontado o gato perguntou:
          - Queres ser minha amiga?
          - Não, não. Respondeu a bruxa.
          O gato triste foi-se embora mas... pum! O portão fechou-se.
          A bruxa disse ao Leonardo que não se podia ir embora.
          Então, o Leonardo enroscou-se num canto à beira da lareira.
          De manhã quando o gato acordou teve uma ideia. E se eu ajudasse a bruxa a tornar aquele lugar feio num bonito lugar? - pensou o Leonardo.
          A bruxa não gostou da ideia mas querendo fazer a vontade ao gato disse para ele ir buscar o material de pintura.
          A cada dia que passava, a bruxa, mais gostava do Leonardo.
          Então, depois de muito trabalho o castelo ficou muito bonito e cheio de luz.
          Foi nesse momento que a bruxa disse ao Leonardo que queria ficar com ele. mas nesse momento o portão abriu-se, o Leonardo tinha que ir embora, mas ficou com a bruxa.»

E mais outro...

          «Numa noite fria, Leonardo estava à janela da biblioteca a ver as estrelas e de repente, apareceu uma bruxa a sua vassoura voadora. Ele nem queria acreditar!
          Leonardo abriu a janela e chamou-a pedindo-lhe que o levasse com ela. Ela aceitou mas com uma condição: «Na minha casa todos trabalham, tens de fazer o mesmo».
          Leonardo concordou.
          Subiram para a vassoura voadora em direção à casa assombrada.
          Quando chegaram, Leonardo logo se assuistou com uma aranha preta. Era tudo muito assustador.
          A bruxa apresentou-o a todos os animais dizendo-lhes que tinham mais um trabalhador. Leonardo ficou com medo mas os novos amigos foram muito simpáticos.
          Todos colaboravam uns com os outros para depois terem tempo para brincar.
          O gato Leonardo tornou-se um animal muito feliz, apesar de viver na casa assombrada da bruxa malvada.»

domingo, 13 de março de 2011

Formar Leitores

Ler...
Ensinar a ler
Motivar para a leitura é algo em que acredito. Nenhuma estratégia terá o resultado desejado se não houver crença no seu valor. Ora, a leitura é como o amor. Assim sendo, teremos de estar apaixonados. Sou uma apaixonada pela leitura.
A experiência da leitura não se aprende, mas atinge-se pela emoção, por contágio e pela prática.”

 Há dias recebi um mail de uma ex-aluna, presentemente no 6º ano, e apaixonada pela literatura e leitura. A certa altura dizia ela acerca da nossa paixão comum: “Ainda me lembro da forma como a professora fechava um livro quando chegava ao fim!...”
 (Um beijinho Beatriz Jorge)


Ler é um ato livre e um leitor forma-se lendo.
É preciso…
…sensibilizar toda a comunidade educativa para as práticas da leitura. 
…cativar primeiro os pais para motivar depois os filhos, deixando para trás a ideia de que a leitura é um assunto da escola. É da escola, mas não só da escola.
…tirar partido do gosto de ouvir e contar histórias, cabendo a cada um de nós, sermos verdadeiros leitores e motivar de forma consciente.



 Leitura integral de obras/leitura de excertos do manual?
O manual escolar não contribuiu para que as crianças entendam a leitura como uma experiência cultural e estética nem para o fomento de hábitos de leitura, uma vez que lhes permite aprender a ler sem livros.
A leitura parcial do texto pode permitir a escrita de textos motivados pelas perguntas de expectativa estimulando a curiosidade e o interesse do leitor.
Assim, quando no manual apareceu um excerto do livro, “Desculpa… por acaso és uma bruxa”, este suscitou inúmeras questões apoiadas numa curiosidade imaginativa nos alunos e… surgem as predições sobre a narrativa, criando o desejo de ouvir ler o livro confirmando todas as antecipações.
 E foi assim…Formar Leitores

A leitura quotidiana de textos literários na sala de aula é uma das medidas mais mediáticas propostas no Plano Nacional de Leitura.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Trabalho de Projecto


O nosso primeiro trabalho de projecto

Seres Vivos - Animais
 2ºano
           É importante que os alunos vão entendendo que para além da forma mais conhecida de conhecer os conteúdos do programa, que é a aula da professora, existem outras: O TRABALHO DE PROJECTO.
          Desta maneira, os alunos aprendem o programa de forma mais sólida, porque o aprendem a partir de experiências próprias. Mas, além disto, trabalham e desenvolvem outras capacidades, tais como: pesquisar; relacionar e organizar informações, realizar actividades individuais e em cooperação com outros, mobilizar saberes para compreender situações...
                                                  Como se organiza um trabalho de projecto
Planificação:
- objectivos do trabalho - conhecer os seres vivos (animais)
- sequência das tarefas e sua distribuiçãop pelos elementos do grupo - 4 grupos
- locais de pesquisa - biblioteca de turma; internet; livros pessoais
- materiais a utilizar para registo - portáctil magalhães
- tempo previsto para a realização do trabalho - um mês
- produto previsto: álbum, exposição documental, apresentação oral, etc.
- data da apresentação 
- critérios de avaliação

Desenvolvimento:
          É essencial ter documentação onde os alunos encontrem aquilo que desejam saber: livros de estudo do meio, enciclopédias, fotocópias sobre o tema, acesso fácil à internet.
          O papel do professor é orientar os grupos na pesquisa nas várias fontes.
          Essencialmente, é observar, orientar e aconselhar.
          As famílias também podem ajudar na pesquisa de documentação.

Apresentação:
          Uma vez terminada a pesquisa é importante o registo com vista ao produto final a ser apresentado à turma.
          Neste trabalho, os alunos optaram pelo registo no portátil, Magalhães, e apresentação à turma através do Quadro Interactivo, uma vez que incluem várias imagens ilustrativas dos conteúdos pesquisados.
          No dia da apresentação a turma pronuncia-se sobre a produção do grupo em função da originalidade, a clareza da exposição, a riqueza da informação, etc. Por sua vez o grupo faz também uma apreciação ao seu próprio trabalho no que diz respeito à organização adoptada e à participação e contributo de cada um dos elementos.

          Depois da apresentação o professor faz uma síntese sistematizando os conhecimentos adquiridos.        Aproveita para fazer uma apreciação ao trabalho dos diferentes grupos, tanto na apresentação como à dinâmica adoptada durante o desenvolvimento do projecto, com vista a aperfeiçoar próximos trabalhos.

          O vídeo que se segue é demonstrativo da fase do desenvolvimento do projecto, incluindo a pesquisa e registo da informação.

video


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Plano Individual de Trabalho

No nosso horário semanal, chama uma atenção especial, aos alunos, um tempo destinado ao PIT que tem a duração de uma hora à segunda e quinta-feira.

O PIT é um roteiro que guia o trabalho, que o aluno escolheu executar, ao longo da semana, realizando-o na sala de aula ou em casa.

No início da semana, cada aluno escolhe livremente e assinala, no seu Plano, os trabalhos que pensa realizar durante a semana.
O PIT é um instrumento que permite aos alunos organizarem, apoiarem e regularem o seu trabalho escolar, reforçando uma pedagogia que faz, dos alunos, sujeitos das suas aprendizagens e assume a cooperação como factor de aprendizagem.
Aprende-se a estudar, a ser autónomo e cooperante num clima de afectividade que opõe a cooperação à competição.
No final da semana, numa comunicação à turma e apresentação do trabalho desenvolvido, cada aluno faz a auto e hetero-avaliação. Assim, contribui-se para que os alunos se tornem mais responsáveis, mais autónomos e mais conscientes do que já conseguem fazer e mais responsáveis pelo que ainda lhes falta fazer. Este balanço permite que, progressivamente, cada um vá adequando a quantidade, a qualidade e a dificuldade do trabalho que se propõe realizar ao tempo que dispõe. Nesta avaliação os alunos esperam ansiosos a avaliação e sugestões da professora. Este feedback é muito importante para a criança.
Para introduzir nas práticas educativas um tempo para a realização do PIT é necessário seleccionar, organizar e elaborar materiais de apoio (ficheiros de Matemática, de Língua Portuguesa auto correctivos… e uma Biblioteca de Turma diversificada.
É um trabalho que exige tempo de adaptação até atingir os reais objectivos a que se propõe. Por vezes as dificuldades surgem e terá que haver capacidade de se estar atenta e adaptar à medida das dificuldades e ao ritmo de progressão no trabalho, fazendo opções.
Alguns problemas:
·         Falta de materiais de apoio;
·         Barulho;
·         Copiarem uns pelos outros;
·         Falta de autonomia e copiarem pelas soluções dos ficheiros auto correctivos ou desistirem pedindo ajuda à professora;
·         Acumulação de pit’s para avaliação, principalmente nas turmas numerosas;

       Na turma da Inês, o PIT está a ser realizado ainda numa fase de reajustamento ao tempo. É capaz de estar a ser demasiado, um mês, para a realização dos trabalhos propostos mas, estamos TODOS a adaptarmo-nos à melhor maneira de gerir o tempo, principalmente, na fase da auto e hetero-avaliação e do feedback que 23 alunos esperam da professora.
                                              Maria Inês Conceição

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Adivinha quanto gosto de ti

Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever.
Sinto as pernas a tremer, quando sorris pra mim, quando deixo de te ver.
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
(Refrão)
Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.
Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de te contar.
Até já fiz um avião, com um papel azul, mas voou da minha mão.
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
(Refrão)
Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.
Quantas vezes eu parei à tua porta.
Quantas vezes nem olhaste para mim.
Quantas vezes eu pedi que adivinhasses.
Quanto é que eu gosto de ti.
(Refrão)
Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.

SEMANA DOS AFECTOS

Adivinha o quanto gosto de ti...